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Francisco Guterres "Lu Olo"

Francisco Guterres, conhecido popularmente como “Lu Olo”, não é um estreante nas andanças políticas, mas foi na guerrilha que passou 24 anos. O atual líder da Fretilin é um dos 13 candidatos às eleições presidenciais em Timor-Leste.

Biografia

Francisco Guterres “Lu Olo” tem 57 anos e é natural de Ossú, na região de Viqueque, na costa sul.
Quando a Indonésia invadiu Timor-Leste, em 1975, Francisco Guterres “decidiu fugir para o mato”, refere a nota biográfica oficial do candidato presidencial, onde se juntou ao pelotão comandado por Lino Olokassa, no Monte Perdido – Ossú.
No documentário “Nascimento de uma Nação”, da cadeia ABC, “Lu Olo” conta que passou “mais de vinte anos sem entrar numa cidade ou vila” e que, “no começo, foi difícil o ajuste” à vida urbana. “Certa tarde, estava a descansar numa cama, a que não estava habituado, porque sempre dormi no chão. Não sei como, devo ter-me virado, caí no chão. Senti tanta vergonha”, relata.
Em julho de 1976, Francisco Guterres foi nomeado vice-secretário da zona costeira leste, em Matebian, e, nas duas décadas seguintes, ocupou diferentes cargos na resistência armada timorense.
Em 1997, assumiu o cargo de secretário da comissão diretiva da Fretilin (Frente Revolucionária de Timor-Leste Independente), após a morte de Konis Santana. No mesmo ano, foi criado o Conselho Nacional da Resistência Timorense, onde ocupou vários cargos.
Francisco Guterres foi eleito presidente da Fretilin no primeiro congresso do partido, em julho de 2001, e reeleito em maio de 2006. “Regresso às origens e revejo o passado de sofrimento por que passámos”, declarou “Lu Olo”, no seu manifesto de uma das suas candidaturas, acrescentando que procura "inspiração" nos "heróis" da resistência timorense, "desde Nicolau Lobato a Nino Konis Santana”.
Na passagem da guerrilha para a política, os aliados de outrora são agora rivais e reconciliação é a palavra-chave num dos estados mais jovens, e mais frágeis, do mundo, uma palavra nem sempre de fácil compreensão para o guerrilheiro, que escreveu "24 anos de luta armada" no campo das habilitações da sua ficha de deputado no parlamento.
Como presidente da Assembleia Constituinte, fez a proclamação, a 20 de maio de 2002, da restauração da independência, logo após um discurso que causou desconforto entre os dignitários convidados, entre os quais a Presidente indonésia, pelo relato hostil do período da ocupação indonésia.
Apresentando-se como “filho de gente humilde” e “católico praticante”, “Lu Olo” foi o primeiro a anunciar a sua candidatura às próximas eleições de 17 de março, logo a 13 de janeiro, no mesmo dia em que o atual presidente, José Ramos-Horta, que se recandidata, anunciou a data do escrutínio.
Francisco Guterres suspendeu as suas funções como presidente da Fretilin, que serão assumidas pelo atual secretário-geral do partido, Mari Alkatiri, e antecipou que, se for eleito, manterá essa suspensão enquanto ocupar o cargo de Presidente da República, “para servir o povo de Timor-Leste com total imparcialidade”.
“Sinto-me honrado e motivado para ser candidato à presidência devido ao extraordinário apoio que recebi dos quadros e militantesNa_Rede: da Fretilin, dos meus camaradas veteranos e de cidadãos timorenses. Este apoio veio não só do meu partido, como de timorenses de diferentes partidos políticos”, disse na altura em que oficializou a candidatura.
"Lu Olo" apresentou como objetivos o reforço da democracia timorense, baseado no cumprimento da lei, o fortalecimento da soberania do povo e da nação e a promoção da paz e da estabilidade.
O líder da Fretilin garantiu também que, se for eleito, não vai fazer oposição ao governo e ao parlamento e que respeitará a independência dos tribunais. O Supremo Tribunal de Recurso de Timor-Leste validou 13 das 14 candidaturas apresentadas às presidenciais de 17 de março. A campanha eleitoral vai realizar-se entre 29 de fevereiro e 14 de março.
São candidatos Abílio Araújo, Angelita Maria Francisca Pires, Fernando "La Sama" de Araújo, Francisco Gomes, Francisco Guterres “Lu Olo”, Francisco Xavier Amaral, José Luís Guterres, José Ramos-Horta, Lucas da Costa, Manuel Tilman, Maria do Céu da Silva Lopes, Rogério Lobato e Taur Matan Ruak.

Manifesto

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Frase

Atu hametin soberania nasional.

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