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Timor-Leste/Eleições:Ex-peticionários reúnem-se em Díli para apoiar Taur Matan Ruak

27 de Março de 2012, 19:37

Díli, 27 mar (Lusa) - Mais de 200 ex-peticionários reuniram-se hoje em Díli, Timor-Leste, para prestar apoio ao ex-chefe das forças armadas e candidato à segunda volta das presidenciais, marcadas para 16 de abril, Taur Matan Ruak.

"Com eles, fizemos um esforço tremendo ao longo de cinco meses para os reunir todos e realmente hoje foi o desfecho e estou muito satisfeito", afirmou à agência Lusa o general Taur Matan Ruak.

Os ex-peticionários, que insistiram com a agência Lusa em ser tratados como ex-militares, chegaram na segunda-feira à noite a Díli para se encontrarem hoje com Taur Matan Ruak.

"Foi bom ter reunido tanta gente que me ajudou durante muitos anos, trabalhando para o país", disse Taur Matan Ruak, sublinhando a mais valia destes apoiantes, porque "eles têm muita influência nos meios rurais".

No final do encontro, que decorreu em Taibesse, perto da sede de candidatura do general em Díli, e em fila cada um dos presentes teve oportunidade de cumprimentar e abraçar Taur Matan Ruak.

"Agora somos ex-militares. Portanto, temos que apoiar aqui o nosso comandante que deixou a carreira militar para se candidatar à Presidência da República e nós estamos prontos para ajudá-lo, apoiá-lo e ganhar as presidenciais", afirmou à Lusa o major Marques Tilman, em representação do grupo.

Os peticionários estiveram na origem da crise política e de segurança que ocorreu no país em 2006.

Em janeiro 2006, centenas de soldados das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste submeteram uma petição a Taur Matan Ruak e ao ex-Presidente do país Xanana Gusmão, alegando que havia discriminação no seio das forças armadas contra os militares oriundos dos distritos ocidentais, em detrimento de benefícios dados aos efetivos de leste, como o próprio Ruak.

Em fevereiro do mesmo ano mais de 500 militares abandonaram os quartéis e em março foram exonerados, acabando por realizar manifestações que provocaram uma crise política e militar.

A situação dos peticionários arrastou-se por cerca dois anos e só após a morte do major Alfredo Reinado, na tentativa de assassínio do Presidente José Ramos-Horta, em fevereiro de 2008, os peticionários aderiram em maior escala ao acantonamento proposto pelo Governo.

Gastão Salsinha, líder dos peticionários e do grupo que atacou a residência do Presidente José Ramos-Horta, em fevereiro de 2008, não esteve presente no encontro.

MSE.

Lusa/Fim


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