Últimas

Timor-Leste/Eleições:Lu Olo aproveita comícios para praticar pedagogia política (C/VÍDEO e FOTOS)

11 de Abril de 2012, 02:39

*** Serviço vídeo disponível em www.lusa.pt *** Díli, 10 abr (Lusa) - A definição de semipresidencialismo, a separação de poderes e o trabalho conjunto dos órgãos de soberania para o desenvolvimento de Timor-Leste têm sido o tema chave dos discursos de Lu Olo, candidato à segunda volta das presidenciais timorenses.

Hoje, em Uatucarbau, situado a mais de duas horas de carro de Viqueque e em direção à parte leste do país, Francisco Lu Olo Guterres voltou ao assunto.

Perante uma plateia atenta de centenas de pessoas, muitas das quais jovens, o candidato, apoiado pela Frente Revolucionária do Timor-leste Independente (Fretilin), numa região em que este partido há tradicionalmente dominante, Lu Olo explicou como se passou a organizar o Estado timorense depois da restauração da independência, em 2002, proclamada por ele próprio na qualidade de presidente.

"Isso faz parte do meu compromisso eleitoral. A partir dessa base constitucional é que se entende um Estado de Direito democrático. É dentro desse conceito que se define o sistema político vigente em Timor-Leste", afirmou à agência Lusa no final do comício.

Segundo Lu Olo, o sistema político em vigor em Timor-Leste é o semipresidencialismo, onde há divisão e separação de poderes.

"O Presidente da República não tem de ser um comandante para comandar outros órgãos de soberania, como por exemplo, o governo, o parlamento nacional ou os tribunais", afirmou, salientando que depois existe entre aqueles órgãos uma interdependência no sentido de abrir caminho para o desenvolvimento do país.

Para Lu Olo, é "preciso que o cidadão saiba e que participe nesse desenvolvimento e principalmente neste processo eleitoral".

Salientando que os guerrilheiros têm o seu valor e o seu mérito, Lu Olo lembrou que todos lutaram pela independência do país, mas que, agora, Timor-Leste está numa nova fase.

"A independência tem de ser uma independência onde existe uma lei, onde existe uma Constituição e é preciso que toda a gente respeite a partir de agora a Constituição e as leis vigentes no país para que o país possa avançar", salientou.

A segunda volta das eleições presidenciais de Timor-Leste realiza-se na próxima segunda-feira e são disputadas por Francisco Lu Olo Guterres e Taur Matan Ruak, ex-chefe das Forças Armadas apoiado pelo Conselho Nacional da Reconstrução de Timor-Leste (CNRT), do primeiro-ministro, Xanana Gusmão.

A campanha, que começou a 30 de março, termina na sexta-feira

MSE.

Lusa/fim


Comentários