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Timor-Leste/Eleições:Díli sem festejos após anúncio da vitória de Matan Ruak

17 de Abril de 2012, 18:13

Díli, 17 abr (Lusa) - A vitória do candidato Taur Matan Ruak na segunda volta das eleições presidenciais de Timor-Leste ainda não começou a ser festejada pelos seus apoiantes em Díli, capital do país, onde reinou durante o dia a calma.

Os resultados provisórios distritais da segunda volta das presidenciais divulgados hoje pelo Secretariado Técnico da Administração Eleitoral de Timor-Leste (STAE) indicam que o candidato Taur Matan Ruak obteve 61,23 por cento dos votos e Francisco Guterres Lu Olo 38,77 por cento.

Durante o dia, a cidade permaneceu calma sem qualquer tipo de festejo, limitando-se a candidatura vencedora da segunda volta das presidenciais a dar uma conferência de imprensa.

Segundo o porta-voz da candidatura, Fidélis Magalhães, Taur Matan Ruak, que foi apoiado nas eleições pelo Conselho Nacional da Reconstrução de Timor-Leste (CNRT) do primeiro-ministro, Xanana Gusmão, só fará declarações após os resultados finais provisórios serem confirmados pela Comissão Nacional de Eleições.

Na sede da candidatura do ex-chefe das Forças Armadas, em Taibesse, Díli, estavam algumas dezenas de pessoas, maioritariamente homens, mas nem ali havia festejos.

Numa outra zona da cidade, no bairro Delta, a sede de candidatura de Francisco Guterres Lu Olo estava encerrada.

A sede da Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin), partido que apoia o candidato Francisco Guterres Lu Olo, em Comoro, também estava sem grandes movimentações e apenas com algumas pessoas.

A agência Lusa tentou durante todo o dia de hoje obter uma reação da candidatura de Francisco Guterres Lu Olo aos resultados provisórios, mas, até ao momento, sem sucesso.

Fontes policiais contactadas pela Lusa disseram que a situação está normal em todo o país.

O STAE, que terminou o apuramento provisório distrital antes do período de 72 horas de que dispunha, já começou a entregar à CNE as atas eleitorais, que depois de confirmadas serão enviadas para o Supremo Tribunal de Recurso, que declara os resultados oficiais.

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) vai também analisar 103 (0,02%) votos reclamados e outras queixas, tendo para isso um período de 72 horas.

MSE.

Lusa/Fim


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